Rádio Capoeira e Kilombarte lançam Kioni, a Pequena Mandingueira, no Solar do Jambeiro, em Niterói

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No dia 21 de outubro de 2021, data em que se comemora o registro do Ofício dos Mestres de Capoeira e da Roda de Capoeira como Patrimônios Culturais do Brasil, pelo IPHAN, a Associação de Capoeira Kilombarte e o Ponto de Cultural Rádio Capoeira, em parceria com o Solar do Jambeiro, lançaram o primeiro livro da série “Kioni, a Pequena Mandingueira – A Lenda do Berimbau”, de autoria de Joana Carneiro Vasconcelos, nascida em Belém do Pará, na Amazônia Brasileira, mas que, muito pequena, foi para Moçambique – África, onde cresceu e viveu até aos seus 18 anos, quando voltou para o Brasil para a faculdade. Até então não havia capoeira em Moçambique.

Mestre Ricardinho, da Associação Grupo de Capoeira Ilê de Angola, comandou a Roda de Capoeira no lançamento do livro Kioni, a Pequena Mandingueira. na fotos os alunos do Ilê de Angola e Mestre Columá.

Chegando ao Brasil, conheceu a Capoeira na sua primeira semana lá, e logo se apaixonou pela arte (ou como dizem: foi escolhida pela Capoeira) e nunca mais parou. No seu primeiro dia de aula, por causa do seu sotaque diferente, recebeu o apelido de Moçambique (ou Moçamba, para os mais íntimos).

Nos 6 anos que passou no Brasil como estudante, ela vivenciou muita capoeira. Desde o início gostava de ajudar na academia do Mestre e na sua primeira corda já ajudava a organizar eventos e dar aulas aos iniciantes. Aproveitava as férias da universidade para viajar pelo Brasil e expandir as suas experiências na Capoeira. Também começou muito cedo a dar aulas de Capoeira, além de ajudar seu Mestre, desenvolver seu próprio trabalho na cidade de Belém do Pará.

Joana Moçambique autografando seu livro Kioni, a Pequena Mandingueira

Ao terminar essa fase da vida, Joana “Moçambique” voltou para sua casa, em Maputo, Moçambique, onde já trazia uma bagagem de Capoeira e na graduação de Monitora, começou a dar aulas.

Capoeira havia chegado em Moçambique no mesmo período que Joana viajou para o Brasil, e quando ela volta para Moçambique já haviam alguns grupos no país, sendo alguns deles locais, outros internacionais. E em Maputo começa outra parte da história de Capoeira de Joana “Moçambique”.

Hoje Mestranda, Moçambique desenvolve seu trabalho e sua vida de Capoeira em Moçambique, África, há 15 anos.

É a mulher mais graduada no país, e a única que lidera um trabalho de Capoeira (todos outros grupos são liderados por homens).

Dentre os vários projetos que lidera, destacam-se:

– Um projeto social voluntário com comunidade rural para 150 crianças/jovens

– Ter alunos em 3 cidades em Moçambique

– Supervisiona alunos na Tanzânia, Japão e Cambodjia

– Trabalho com crianças e adultos, já trabalhou em escolas, orfanatos, academias e hoje em dia é o único grupo de Capoeira na cidade com um barracão, sede própria

– Viagens internacionais para Europa, Brasil, USA, e outros países africanos para eventos e workshops

– Lançamento do Primeiro Livro de Capoeira escrito em Moçambique, África.

Fotos: Amanda do Solar do Jambeiro e Mestre Paulão Kikongo

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