Secretaria de Igualdade Racial e ONU Brasil debatem Década de Afrodescendentes

Date:

Compartilhe esta postagem:

Para o representante adjunto do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), a Década de Afrodescendentes representa um momento histórico para todos os países, sobretudo o Brasil, onde a maioria da população é negra e está vulnerável a situações de risco. De acordo com os dados do Mapa da Violência, um jovem negro é morto no Brasil a cada 23 minutos

A secretária especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luislinda Valois, visitou na quinta-feira (30) a sede da ONU em Brasília, onde foi recebida pelo coordenador residente das Nações Unidas no Brasil, Nicky Fabiancic.

O encontro teve por objetivo discutir a parceria entre a secretaria e os organismos do Sistema ONU, a fim de ampliar e fortalecer os acordos de cooperação em áreas de interesse comum.

O encontrou também teve a presença de representantes do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA); da ONU Mulheres e do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).

Um dos assuntos da pauta foi a Década de Afrodescendentes, lançada oficialmente no Brasil em julho de 2015. A iniciativa da ONU, que conta com o apoio da secretaria, tem o objetivo promover o respeito e a proteção dos direitos humanos e liberdades fundamentais dos povos afrodescendentes, conforme prevê a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Valois afirmou que a secretaria reunirá os esforços necessários para o cumprimento da agenda no país, ressaltando que “somente com perseverança e enfrentando todos os desafios a humanidade poderá quitar o débito que possui com a população afrodescendente no Brasil e no mundo”.

Segundo o representante adjunto do UNFPA, Yves Sassenrath, a Década representa um momento histórico para todos os países, sobretudo o Brasil, onde a maioria da população é negra e está vulnerável às situações de risco, como ocorreu recentemente com os surtos de chickungunya e zika.

O UNFPA já desenvolve projetos em parceria com a secretaria nas áreas de saúde, políticas para juventude e políticas para comunidades quilombolas.

Morte de jovens negros

A pauta tratou também da violência contra os jovens negros, que integra a agenda da ONU e é uma das prioridades da secretaria.

Segundo o assessor especial Juvenal Araújo, a secretaria está acompanhando de perto a criação do Plano Nacional de Enfrentamento ao Homicídio de Jovens Negros, que foi proposta pelo relatório final da Comissão Parlamentar sobre o tema que está em análise no Congresso Nacional.

De acordo com os dados do Mapa da Violência, que subsidiou o trabalho da CPI na Câmara e no Senado, um jovem negro é morto no Brasil a cada 23 minutos.

Anualmente, cerca de 23,1 mil jovens negros são assassinados em todo o país, com uma taxa de homicídios de jovens negros quatro vezes maior que a referente a jovens brancos da mesma faixa etária, entre 15 e 29 anos.

Diante da gravidade da situação, a secretária destacou que o problema exige um esforço conjunto para solucionar o problema que traz sérios prejuízos ao futuro e ao desenvolvimento do país.

Fonte: ONU Brasil

Artigos Relacionados

Campanha dos 21 Dias de Ativismo contra o Racismo se inicia no dia 5 de março com diversas atividades

A partir de seu embrião, em 2016, neste ano a Campanha 21 Dias de Ativismo Contra o Racismo...

Espaço Brincante recebe Mestre Russo de Caxias para vivência e roda de capoeira

Documentário, vivência e aulão de capoeira para todas as idades é a programação deste domingo no Espaço Brincante...

Dique do Tororó recebe o Movimento Cadê Salomé para roda de capoeira e prosa neste final de semana

Com a participação da Mestra Lilu, mulher, mãe, capoeirista e pesquisadora e de Professora Negona, mulher negra, amante...

Nessa Roda tem Mandinga! Mandinga de Mulher!

O Programa Mandinga de Mulher, uma parceria entre a Rádio Capoeira e o Grupo de Estudos e Intervenção...