Maculelê, dança de guerreiros, marca passagem da tocha

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Nesta semana, a tocha olímpica segue caminho pelo Brasil e percorrerá, até domingo, 11 cidades. Entre elas, Rio Branco (AC), cidade que firmou convênio com o Ministério da Cultura (MinC) para promover ampla programação cultural. Por lá, os presentes terão a oportunidade de conhecer danças folclóricas como a marujada e o maculelê, além de assistir a diversas apresentações culturais, incluindo espetáculos teatrais e quadrilhas de festas juninas.

A dança maculelê conta a lenda de um jovem guerreiro que sozinho defendeu sua tribo de um grupo rival usando apenas dois pedaços de pau. Na dança, com dois bastões, os participantes desferem e aparam golpes no ritmo da música. Outros grupos pelo país utilizam facões no lugar dos bastões. Foi inspirada em arte marcial de escravizados malês (Foto: Divulgação)
A dança maculelê conta a lenda de um jovem guerreiro que sozinho defendeu sua tribo de um grupo rival usando apenas dois pedaços de pau. Na dança, com dois bastões, os participantes desferem e aparam golpes no ritmo da música. Outros grupos pelo país utilizam facões no lugar dos bastões. Foi inspirada em arte marcial de escravizados malês (Foto: Divulgação)

Em Rio Branco, uma das apresentações previstas ao longo da passagem da chama é a do grupo de maculelê coordenado por Ozéias da Silva Figueiredo, mais conhecido como mestre caboclinho. “Estamos honrados em participar, representar nossa cidade e levantar a bandeira do Acre e da nossa cultura”, diz.

“O maculelê é um folguedo da cultura afro-brasileira, uma dança que expressa um combate de dois guerreiros com bastões e facões, com movimentos sincronizados e animados ao som de tambores”, explica. “É um duelo de combate e competição, tem tudo a ver com as Olimpíadas”, sugere. Na capital, ainda terão lugar homenagens à cultura indígena e shows diversos, entre outras manifestações.

Uma programação atenta à diversidade cultural brasileira, a passagem por sítios históricos tombados pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional (Iphan) e a valorizações de pessoas que trabalham em prol da Cultura também estarão presentes nas demais cidades por onde a tocha passa ao longo da semana.

São elas: Iranduba (AM); Presidente Figueiredo (AM), Rio Branco (AC), Várzea Grande (MT), Porto Velho (RO), Cuiabá (MT), Campo Grande (MS), Sidrolândia (MS), Rio Brilhante (MS), Maracaju (MS), Itaporã (MS) e Dourados (MS).

Também conhecida como Barquinha, Nau Catarineta e Chegança, a Marujada marca os festejos dos santos padroeiros locais com desfiles entoados pela bandinha, cujos componentes estão devidamente fardados de marujos (Foto: Divulgação)
Também conhecida como Barquinha, Nau Catarineta e Chegança, a Marujada marca os festejos dos santos padroeiros locais com desfiles entoados pela bandinha, cujos componentes estão devidamente fardados de marujos (Foto: Divulgação)

Revezamento

Nesta segunda, a chama desembarca em Iranduba e Presidente Figueiredo, ambas cidades situadas no estado amazonense. Presidente Figueiredo é famosa pelas belezas naturais, cachoeiras e diversas festividades culturais, como a Festa do Cupuaçu. Iranduba, que beira o Rio Solimões, tem entre os chamativos o artesanato, que conta com peças de madeiras, bijuterias e cocares.

Em Várzea Grande, a passagem da tocha será celebrada por fanfarras e grupos da dança folclórica siriri, que lembra brincadeiras indígenas. Em Porto velho, a festa fica por conta do boi bumbá e de quadrilhas juninas; em Cuiabá, da arte circense e de orquestra indígena. A chama olímpica encerra o percurso da semana no Mato Grosso do Sul. Ao longo do dia 26, os presentes poderão conhecer melhor o artesanato local e apreciar apresentações musicais regionais.

Fonte: Ministério da Cultura

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