UERJ capacitará professores em questões de Gênero e Diversidade 13/03/2009

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Um convênio entre a UERJ e as Secretarias de Educação do Estado e dos Municípios do Rio de Janeiro irá possibilitar a capacitação de 3 mil professores das redes estaduais e municipais de ensino no tratamento em sala de aula de questões que envolvam gênero e diversidade. O objetivo é oferecer cursos aos professores para que eles possam lidar melhor com as questões como o preconceito e a violência contra a mulher; raça e etnia, preconceito racial e religioso; e a sexualidade Uma das metas é estimular o respeito ao desenvolvimento e à opção sexual de cada um. A parceria foi assinada no último 11 de março, na Capela Ecumênica da UERJ.


O termo de adesão foi assinado pelo Reitor Ricardo Veiralves, a Secretária de Educação do Estado, Teresa Porto e todos os secretários de educação dos outros 15 municípios participantes do projeto. Ricardo Vieiralves destacou o compromisso da UERJ na “união entre o Estado e o Município no projeto de melhoria da qualidade da educação brasileira”. Os cursos aos docentes serão ministrados e coordenados pelo Centro Latino Americano em Sexualidade e Direitos Humanos da UERJ (CLAM).


De acordo com o professor Sérgio Carrara, diretor do CLAM, este trabalho pretende “atacar os três principais eixos de construção das desigualdades em nossa sociedade: As questões relativas ao Gênero, à raça-etnia e a Sexualidade”. O professor explicou que é preciso conhecer a dinâmica de funcionamento destes três eixos e os mecanismo de reforço que existem entre eles: “O curso pretende pensar a arquitetura dos processos de formação e reforço das desigualdades”, resumiu. 


Para a Secretária de Educação do Estado do Rio de Janeiro, professora Teresa Porto, esta iniciativa caminha na direção da proposta do governo do estado de dar aos alunos da rede pública uma escola digna. Ela destacou que “a especialização destes profissionais da educação irá proporcionar aos alunos terem acesso a uma informação qualificada, deixando-os preparados para tomar decisões conscientes”. Além disso, a secretária lembrou  que é preciso estar em ciente da realidade dos próprios estudantes. Hoje, por exemplo, 17% dos alunos do ensino médio têm filhos. “Precisamos preparar nossos professores para saber lidar com esta realidade” complementou.

 

Fonte: UERJ


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